trasplante capilar FUE vs DHI

Transplante capilar FUE vs DHI: diferenças que deve conhecer antes de decidir

Transplante capilar FUE vs DHI: o que os diferencia e como escolher com critério

FUE e DHI são duas técnicas de transplante capilar que extraem os folículos da mesma forma e se diferenciam sobretudo na forma como são implantados. Nenhuma é superior em todos os casos: a escolha depende da sua situação e da equipa médica.

Se está a avaliar um enxerto capilar, provavelmente já viu estas siglas por todo o lado. Ambas as técnicas retiram folículos de uma zona dadora (normalmente a parte posterior e as laterais da cabeça) e colocam-nos nas áreas com menos densidade. Perceber bem a diferença vai ajudá-lo a chegar à consulta com as perguntas certas.

Este artigo é informativo e não substitui a avaliação de um médico especialista: a decisão final deve ser tomada com um profissional que examine o seu caso concreto.

O que é a técnica FUE

FUE (Follicular Unit Extraction, extração de unidades foliculares) é uma técnica em que os folículos são extraídos um a um e implantados em canais abertos previamente na zona recetora.

O especialista extrai as unidades foliculares da zona dadora com um instrumento de pequeno diâmetro. Depois abre pequenas incisões ou canais na zona que se quer repovoar e coloca neles os enxertos, respeitando a direção natural do cabelo.

É uma das técnicas mais difundidas. Como não exige retirar uma tira de couro cabeludo, as marcas que deixa na zona dadora costumam ser pontuais e pouco visíveis depois de o cabelo voltar a crescer.

O que é a técnica DHI

DHI (Direct Hair Implantation, implantação capilar direta) é uma variante em que o folículo é implantado diretamente com um instrumento tipo caneta, sem abrir antes os canais.

A extração é semelhante à da FUE. A diferença está na implantação: o profissional carrega cada enxerto num implantador (muitas vezes chamado implanter ou pen) e introdu-lo no couro cabeludo num só gesto. Isto dá-lhe um controlo muito fino sobre a direção, o ângulo e a profundidade de cada folículo.

Em contrapartida, é uma técnica mais minuciosa, que costuma exigir mais tempo por sessão e uma equipa com experiência específica neste instrumento.

Principais diferenças entre FUE e DHI

A diferença essencial é o momento em que se cria o espaço para o enxerto: na FUE os canais abrem-se antes; na DHI abre-se e implanta-se ao mesmo tempo. Daí derivam as restantes diferenças práticas.

  • Implantação: na FUE, canais prévios e colocação posterior; na DHI, implantação direta com implantador.
  • Controlo do ângulo: a DHI permite controlar de forma muito precisa a direção de cada folículo, algo útil em zonas como a linha frontal.
  • Superfície tratada: com a FUE é habitual trabalhar áreas amplas numa mesma intervenção.
  • Duração e equipa: a DHI costuma exigir mais tempo e pessoal muito treinado.
  • Rapar: conforme a clínica e o caso, algumas intervenções podem fazer-se com uma rapagem mais limitada; pergunte sempre o que será aplicado no seu caso.

O resultado não depende só da técnica, mas da zona dadora disponível, do desenho da intervenção e, sobretudo, da experiência da equipa médica.

Antes de decidir: conheça a causa da sua queda

Antes de pensar num transplante convém saber porque está a perder densidade, porque nem todas as situações são candidatas a cirurgia. Um dermatologista ou médico pode ajudá-lo a identificar a causa.

A queda do cabelo pode dever-se a fatores genéticos, hormonais, nutricionais ou de stress, entre outros; contamos-lhe em detalhe no nosso artigo sobre porque cai o cabelo. Se a queda for intensa, repentina ou vier acompanhada de comichão, dor, zonas sem cabelo ou descamação, consulte primeiro um dermatologista ou médico: há situações que precisam de um diagnóstico antes de pensar num enxerto.

O que perguntar à clínica antes de decidir

As perguntas mais úteis são as que lhe permitem saber quem o vai operar, o que se propõe no seu caso e que acompanhamento terá depois.

  • Quem realiza realmente a extração e a implantação, e que qualificações tem a equipa?
  • Que técnica me recomendam e porquê, em função da minha zona dadora?
  • Quantos enxertos se propõem e que zonas vão ser trabalhadas?
  • Será necessário rapar a cabeça total ou parcialmente?
  • Que revisões e que acompanhamento estão incluídos depois da intervenção?

Desconfie das promessas de resultados garantidos ou de prazos demasiado curtos: a evolução do cabelo transplantado é gradual e varia de pessoa para pessoa.

Cuidados posteriores: a fase mais subestimada

Depois de um transplante FUE ou DHI, o couro cabeludo está sensível e precisa de uma higiene muito suave durante as primeiras semanas. Siga sempre à risca as instruções da sua clínica.

O seu especialista indicará quando e como lavar a zona; entretanto, evite coçar, esfregar ou expor o couro cabeludo a agressões. Tem um guia mais detalhado no nosso artigo sobre cuidados pós-transplante capilar semana a semana.

Como apoio cosmético para a higiene diária, quando o seu especialista o considerar oportuno, existem produtos de textura suave como a Espuma Capilar Extrassuave Evocapil Plus, uma mousse com pantenol pensada para limpar com delicadeza e hidratar o couro cabeludo sensível, ou o Kit POSTOP Cuidado Calmante, que combina um gel purificante extrassuave e uma espuma hidratante. São produtos cosméticos e não substituem as indicações médicas.

Perguntas frequentes sobre o transplante capilar FUE e DHI

Que diferença há entre o transplante capilar FUE e o DHI?

Ambas as técnicas extraem os folículos da zona dadora de forma semelhante. Na FUE abrem-se primeiro canais na zona recetora e depois colocam-se os enxertos, enquanto na DHI cada folículo é implantado diretamente com um instrumento tipo caneta, o que permite controlar com precisão a sua direção e profundidade.

Que técnica é melhor, FUE ou DHI?

Nenhuma é superior em termos absolutos. A escolha depende do seu caso, da zona dadora disponível, da superfície a trabalhar e da experiência da equipa médica. O recomendável é que um especialista examine o seu couro cabeludo e lhe explique que técnica se adapta a si e porquê.

É preciso rapar a cabeça para um transplante FUE ou DHI?

Depende da clínica, da técnica e da extensão da intervenção. Em alguns casos rapa-se toda a zona dadora e noutros é possível uma rapagem mais limitada. Pergunte sempre na consulta o que será aplicado no seu caso concreto e como afetará o seu aspeto nas primeiras semanas.

Quanto tempo demora a ver-se o resultado de um transplante capilar?

A evolução do cabelo transplantado é gradual e costuma exigir vários meses, com diferenças importantes entre pessoas. Por isso convém desconfiar de promessas de resultados rápidos ou garantidos, ir às revisões indicadas pela clínica e esclarecer qualquer dúvida com o seu especialista durante todo o processo.

Como lavar o couro cabeludo depois de um transplante capilar?

Siga à risca as instruções da sua clínica sobre quando começar a lavar e como fazê-lo. Em geral recomendam-se gestos muito suaves, sem esfregar nem coçar, e produtos delicados. Os cosméticos de textura calmante, como as espumas extrassuaves, podem ajudar na higiene diária se o seu especialista autorizar.

Quando devo ir ao dermatologista antes de pensar num transplante?

Se a queda for intensa, repentina ou vier com comichão, dor, descamação ou zonas sem cabelo, consulte primeiro um dermatologista ou médico. Conhecer a causa da perda de densidade é imprescindível para avaliar se um transplante é uma opção adequada ou se convém tratar antes outro problema.

Voltar para o blogue